domingo, 19 de junho de 2016

TRECHO DO FILME/DOCUMENTÁRIO “SOU SURDA E NÃO SABIA”.

A moça da imagem é Sandrine, que relata sua própria história no documentário. 

 Fonte da imagem: http://1001nuccias.blogspot.com.br/2015/04/resenha-filmedocumentario-sou-surda-e.html
TAREFA SOBRE O FILME SOU SURDA E NÃO SABIA

Em uma das tarefas da disciplina de LIBRAS a proposta foi assistir ao filme “Sou surda e não sabia”, disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=PymXMyz3nSk>.
No filme, a personagem Sandrine relata a sua própria história, dizendo que por anos não sabia que era surda de nascença. Seus pais eram ouvintes e achavam que a fala era o instrumento mais necessário. Matricularam-na em uma escola regular, mas Sandrine não entendia como seus colegas conseguiam compreender o que a professora estava tentando passar.
O fato de Sandrine ser surda a tornava praticamente invisível para sua família. Seus pais tentaram torna-la ouvinte com a colocação de aparelhos auditivos, já que achavam que a falta de audição implica na ideia de que tem que seguir a norma, ser igual aos outros. Sandrine relata que, quando os aparelhos foram ligados, a sensação foi de um golpe, parecia que seu cérebro estava recebendo um choque e que seu corpo estava se quebrando como vidro. Ela ouvia barulhos, mas não os compreendia. Sabia que nunca ouviria como os ouvintes, ou seja, com os aparelhos não mudaria nada.
            O filme reforça a ideia de que os surdos possuem memória visual, olfativa e tátil não dependendo apenas do veículo sonoro. Sandrine coloca que não ouvia que sua mãe estava se aproximando, mas sabia reconhecer que ela estava próxima pelo seu cheiro. Também sabia reconhecer o toque de suas mãos.
Assim como o professor nos disse em aula, a LIBRAS foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a partir de 2002. No filme, Sandrine coloca que a língua de sinais foi proibida por quase dois séculos.
Na lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002, aparece o termo “portadores de deficiência auditiva”, mas quem classifica os surdos como deficientes é a sociedade ouvinte. No filme, em um determinado momento, coloca-se que o termo deficiente auditivo não deve ser uma identidade. A gente não identifica as pessoas como deficiente ouvinte, deficiente mulher, deficiente loira.
A legislação garante a ideia de que a LIBRAS constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Com isso, pude fazer relação com um trecho do filme: “o bilinguismo possibilita ao indivíduo se expressar através de uma primeira língua que corresponde ao seu processo de apreensão do mundo que é visual. Também permite transitar entre duas línguas, passar de uma cultura a outra, distanciar-se de si mesmo e ter acesso ao que pertence à cultura geral, da escola, da sociedade, das famílias através do livro e da escrita. Isso abre novas possibilidades para as crianças surdas, para os ouvintes filhos de surdos e até mesmo para as crianças ouvintes”.

Quero concluir com uma citação de Sandrine “os obstáculos que os surdos enfrentam vem dos preconceitos dos ouvintes que lhes chamam de incapazes”.
Fonte da imagem: https://marciliarinaldespsicopedagoga.wordpress.com/2015/01/16/sou-surda-e-nao-sabia-comentarios-resenha/

sábado, 4 de junho de 2016

BRINCAR – algumas considerações


Para levar a infância a sério                      

As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade...
Triste de quem não conserva nenhum vestígio da infância...
Vocês já repararam no olhar de uma criança quando interroga? A vida, a irrequieta inteligência que ela tem? Pois bem, você lhe dá uma resposta instantânea, definitiva, única – e verá pelos olhos dela que baixou vários risquinhos na sua consideração.
A criança que brinca e o poeta que faz um poema – estão ambos na mesma idade mágica!
[...]
Nunca se deve tirar o brinquedo de uma criança, tenha ela oito ou oitenta anos.
Não importa o enredo das histórias: o que vale é o êxtase de quem as escuta. Por isso é que as crianças gostam mesmo de ouvir sempre as mesmas histórias, como se fosse da primeira vez.
Só deveria haver escolas para meninos-poetas, onde cada um estudasse com todo gosto e vontade o que traz na cabeça e não o que está escrito nos manuais.
[...]
(Trecho do poema do livro "Para viver com poesia" - Mário Quintana)

Pude destacar a partir do texto  “O jogo no cotidiano da escola”, de Darli Collares, as seguintes considerações:
v  É importante permanecer na aprendizagem a dúvida, a inquietação e o prazer para que a aula não se torne um local de desinteresse.
v  A aprendizagem deve ser um jogo prazeroso, mas, na maioria das vezes, “nega-se a inquietação, móvel da pesquisa, por uma antecipação da informação que levará o aluno a acertar”.
v  É por meio do jogo que expressam as angústias, se busca satisfação e se entra em contato com os outros.
v  Brincar desenvolve a tolerância e a frustração.
v  Para se construir um saber devemos “jogar” com a informação como se fosse certa e como se não fosse certa.
v  A própria aula, especialmente na educação infantil, deve ser o espaço do jogo, expandindo para outros ambientes como laboratórios de informática.
v  Muitas vezes nos queixamos de que as crianças não sabem trabalhar em grupo. Mas, como vão aprender a trabalhar em grupo se nunca oportunizamos estes momentos? “Trabalha-se em grupo para se aprender a jogar em grupo. Joga-se para se aprender a jogar”.
v  O jogo é sério? Sim, pois promove o desenvolvimento, integração a cultura.

v  Jogar não é tempo perdido. Jogar é fundamental para o desenvolvimento das pessoas. Jogar é se divertir, criar, fazer, buscar, investigar, evoluir, crescer. 
LIBRAS - meu nome 

Meu nome é Paula.

Fonte da imagem: <https://www.youtube.com/watch?v=Jw6lKkWVUsg> Acesso em: 04/06/2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PROJETOS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA

Na aula online de Seminário Integrador III fomos desafiadas a escrever uma pequena reflexão a partir das leituras propostas sobre o tema “Projetos de Aprendizagem na Sala de Aula”. Eu e minhas duas colegas, Serlei e Rosângela, em síntese, escrevemos a reflexão abaixo:

Ao ler os textos sobre os projetos de aprendizagem podemos perceber que são completamente diferente da ideia e da prática que temos de trabalhar por projetos. É um aprendizado a ser construído tanto por nós, professores como pelos alunos que não estão acostumados a perguntar e terão que sair de sua zona de conforto e buscar suas respostas.
Quando pensamos em projeto pensamos em buscar atividades para aplicar previamente elaboradas, mas não construídas coletivamente com os alunos. Trabalhar com projetos de aprendizagem possibilita o desenvolvimento da autonomia do aluno.
Pedro Demo coloca que pesquisa tem um lado ligado ao aprender bem. O aluno que pesquisa aprende melhor. As perguntas são o resultado da nossa curiosidade.
Com o projeto de aprendizagem você trabalha com problematização, pesquisa e reflexão dos resultados alcançados, e leva o professor junto com os alunos a experiencias diversas.
Sem dúvida esse tipo de projeto colabora para construir sujeitos mais autônomos, críticos  e que não engolem qualquer resposta.
O fato do professor permitir-se trabalhar com projetos de aprendizagem é ter a coragem de assumir uma nova metodologia de trabalho, uma nova forma de ensinar.

Os TICS são uma ferramenta que pode tonar esses projetos mais dinâmicos e, ao mesmo tempo, mais desafiadores.

domingo, 22 de maio de 2016

Uma síntese da Poesia infantil no Brasil, a partir do texto de Luís Camargo


Luiz Camargo é escritor e ilustrador de livros infantis. Nasceu em São Paulo em 1954. 
Desenvolve pesquisas sobre a poesia infantil no Brasil.
  

Ø  Nos séculos XIX e XX os poemas infantis possuíam forte  vínculo com a escola com o seguimento de paradigmas morais e cívicos, para que as crianças fossem boas leitoras e de bom comportamento.


Ø  Primeiro livro de poesia infantil no Brasil: seja Flores do campo, de José Fialho Dutra publicado em Porto Alegre, em 1882, em razão do seu subtítulo, “poesias infantis”.



Ø  1886: publicado o livro Contos infantis, de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) de Adelina Lopes Vieira (1850-?), com algumas traduções e apropriações de modelos europeus.

Ø 1891: aprovado o livro Contos infantis para uso das escolas públicas primárias, com gravuras e ilustrações com um pequeno questionário ao final de cada conto.



Ø  1897: publicação do Livro das crianças, de Zalina Rolim (1869-1961) pelo governo paulista para distribuição nas escolas públicas do Estado de São Paulo. Neste livro, todos os trinta poemas que o compõem foram escritos a partir de ilustrações com a função de adiantar o assunto dos poemas, facilitando sua compreensão e auxiliando sua memorização.


Ø  1904: publicação do livro Poesias infantis, de Olavo Bilac (1865-1918). Bilac, escreveu Poesias infantis “para uso das aulas de instrução primária”, procurando compor “versos (...) sem dificuldade de linguagem”, sobre “assuntos simples”, visando “contribuir para a educação moral das crianças do seu país”.


Ø  1943: No livro “O menino poeta” Henriqueta Lisboa (1904-1985), privilegia o lirismo, utilizando largamente a metáfora, mas sem romper com o paradigma moral e cívico. Este livro abriu caminho para uma poesia infantil livre de compromissos pedagógicos.


Ø  1962: Sidónio Muralha (1920-1982), lança o livro A televisão da bicharada, privilegiando o trabalho com a linguagem, o jogo com a sonoridade, o ritmo, a música das palavras e a narração de breves cenas cômicas.


Ø  Principais poetas modernistas brasileiros: Cecília Meireles (1901-1964) e Vinicius de Moraes (1913-1980). Cecília Meireles traz para a poesia infantil a musicalidade, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância Seu livro de poesia infantil, publicado em 1964 tem o mesmo nome de uma de suas poesias mais conhecidas: “Ou isto ou aquilo”.


Ø  Os poemas infantis de Vinicius de Moraes estão reunidos no livro A arca de Noé. Em seus poemas aparecem características como jogo sonoro, humor, aproveitamento de recursos típicos da poesia popular como a quadra, a redondilha e a rima nos versos pares, além da temática animal. Vinícius de Moraes popularizou-se pelo fato dos seus poemas terem sido musicados por importantes compositores brasileiros, como Tom Jobim.



Ø  Nos últimos 15 anos, autores como Sérgio Capparelli (n. 1947) e José Paulo Paes (1926-1998), destacam a preferência pelo humor. 

POEMA  E POESIA