sábado, 14 de novembro de 2015

Como nossas vivências e nossas experiências moldam a arquitetura do cérebro

Tudo o que a criança vive, suas experiências e suas vivências, durante os primeiros anos de vida tem um impacto permanente na arquitetura do cérebro em desenvolvimento, ou seja, as experiências moldam o processo que define se o cérebro formará um alicerce forte ou fraco para a aprendizagem ao longo da vida. Na infância, os neurônios, células do sistema nervoso, enviam sinais elétricos para se comunicarem entre si. Essas conexões conhecidas como sinapses formam os circuitos que estabelecem a arquitetura do cérebro. Se o uso for frequente, estes circuitos e conexões multiplicam-se e fortalecem-se rapidamente. De acordo com as experiências que vivenciamos e o ambiente em que vivemos, alguns circuitos e conexões são mais usados, outros não. Os mais usados se fortalecem e permanecem, enquanto que os menos usados desaparecem. Estes circuitos e conexões frequentes criam vias expressas para os sinais elétricos percorrerem diversas regiões do cérebro. Primeiramente se formam os circuitos simples que constituem um alicerce sob o qual os mais complexos serão formados. Desta maneira, os neurônios formam circuitos e conexões fortes para controle do comportamento, emoções, lógica, linguagem, memória e habilidade motora durante o início do desenvolvimento da criança. Os circuitos se originam em áreas diferentes do cérebro, mas são interligados, ou seja, uma habilidade complementa a outra como na construção e uma casa: o que vem primeiro funciona como uma base para tudo o que vem depois.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL, SEGUNDO FREUD


   Ø  Oral (0 a 1 ano): a região do corpo que proporciona maior prazer para a criança é a boca: é por ela que a criança entra em contato com o mundo e tende a levar tudo o que pega para a boca. O seio da mãe é o principal objeto de desejo, que,  além de alimentar, proporciona satisfação ao bebê.

  Ø  Fase anal (2 a 3 anos): a criança começa a controlar de suas necessidades fisiológicas. A região do ânus é a região de maior satisfação. A criança controla e oferece as fezes que saem do seu interior para a mãe como presente ou como algo agressivo.

  Ø  Fase fálica (3 a 5 anos): nesta fase a atenção da criança está voltada para a região genital. Imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, imaginam que a menina não possui pênis porque ele lhe foi arrancado. Isto chama-se complexo de castração. Nesta fase também surge o complexo de Édipo, onde o menino passa a apresentar atração pela mão e uma rivalidade pelo pai. Com a menina ocorre o inverso.

  Ø  Fase de latência (6 a 12 anos): nesta fase ocorre um deslocamento da libido da sexualidade para atividades sociais aceitas, isto é, a criança começa a gastar suas energias em atividades sociais e escolares.

  Ø  Fase genital (13 a 18 anos): nesta fase ocorre uma retomada dos impulsos sexuais. O adolescente começa a buscar um amor fora do seu grupo familiar.


A DESCOBERTA DA SEXUALIDADE INFANTIL


    Sigmund Freud (1856 – 1939), o pai da psicanálise, em seus estudos descobriu a existência da sexualidade infantil, fato que provocou grande espanto na sociedade conservadora do final do século XIX, já que até esta época a criança era vista como um símbolo de pureza. Vale salientar que esse termo não está relacionado ao coito ou à procriação, mas sim à fantasia e referidas ao próprio sujeito. Mas, ao longo dos tempos, a sociedade vem pouco a pouco se familiarizando e compreendendo o que ocorre  nas diferentes fases da expressão da sexualidade infantil. Esse termo não está relacionado ao coito ou à procriação, mas sim na fantasia e referidas ao próprio sujeito. 
Dicas para trabalhar com alfabetização, conforme a aula da disciplina de fundamentos de alfabetização.

  •         Expor quadrinhas, poemas, letras de músicas, pequenos textos, entre outros em sala de aula e ler apontando as palavras.
  •         Letras móveis são um rico recurso para se trabalhar com alfabetização.
  •     Trabalhos para grupos diferenciados na sala de aula (organizados de acordo com o momento de aprendizagem dos alunos).
  •      Banco de tarefas ou “cantinho vago” para alunos mais avançados.

domingo, 1 de novembro de 2015

Como aprendemos?

         Nesta semana participei de uma formação com o Grupo de Apoio Pedagógico (GAP) do município em que trabalho. Este grupo é composto por uma psicóloga, uma psicopedagoga e uma pedagoga. Neste encontro foram tratados alguns aspectos a respeito da aprendizagem que me deixaram curiosa, por isso pesquisei um pouco mais e fiz uma síntese da minha aprendizagem.
            Durante o processo de aprendizagem usamos basicamente duas partes da memória. A primeira é a memória de longo prazo e a segunda é a memória de trabalho. Esta última é bem menor em comparação com a primeira. Na memória de trabalho nós raciocinamos e aprendemos. O ambiente externo provê alguns estímulos que percebemos por meio dos nossos sentidos e vão parar na memória de trabalho, ou seja, são informações novas que atraem as informações que já existem na memória de longo prazo e que estão relacionadas a essa informação nova que chegou. Com isso podemos fazer conexões entre elas que serão armazenadas na memória de longo prazo. Cada vez que essas conexões se repetem, elas vão ficando cada vez mais fortes e ficam fixas na memória de trabalho, transformando-se em conhecimento adquirido.
       A memória de trabalho é pequena, por isso é necessário repetir algumas vezes a conexão entre a informação que está na memória de trabalho com a que está na memória de longo prazo para que ela seja realmente armazenada. Concluo que no ambiente escolar o armazenamento de uma informação na memória de longo prazo ocorre quando ocorre o que costumamos chamar de aprendizagem significativa. Quanto mais significativa a experiência, mais rapidamente ela é registrada.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Na disciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I aprendemos sobre a Psicanálise, método de investigação da psique humana desenvolvido por Sigmund Freud. 
Aprendemos também muitas coisas sobre a vida de Freud: nasceu em
06 de maio de 1856, na Áustria. Ele possuía várias neuroses e fazia análise de si mesmo. Descobriu fatos importantes sobre o inconsciente ao tentar trazer alívio para seus pacientes, mas as pessoas achavam suas teorias ofensivas.
Era considerado o menino de ouro de sua família, era o único irmão a ter o seu próprio quarto, tirava notas boas na escola, estudava línguas estrangeiras por conta própria. Seu Hobbye um pouco fora do comum era o registro de seus sonhos em um diário.
Freud pesquisou a cocaína pensando que ela lhe traria fama, chegando a experimentá-la em si mesmo. Defendeu o uso da cocaína como complemento terapêutico, porém não sabia que ela possuía um efeito viciante. Freud usou a droga de 1884 a 1895 para elevar seu ânimo. Ele não era viciado em cocaína, mas sim eu seu trabalho.
No ano de 1885, Freud foi para Paris estudar com uma das maiores autoridades mundiais em distúrbios neurológicos: Jean Martin Charcot, o qual colocava pacientes histéricos em hipnose, experiências que levaram Freud a estudar a psique e a descobrir que as doenças eram causadas por ideias, ou seja, que não estariam somente no corpo, mas também em uma parte secreta da mente: o inconsciente.

Foi em 1886 que Freud voltou de Paris e abriu seu próprio consultório em Viena, tratando seus pacientes com hipnose para chegar ao seu inconsciente.
Fonte da imagem: http://www.19thshop.com/book/autograph-letter-signed-freud-on-cigars-to-an-unidentified-correspondent-honored-sir-and-dear-brother/


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Alfabetização na visão de Emília Ferreiro


Na disciplina de Fundamentos da Alfabetização, assistimos a dois vídeos de entrevistas com Emília Ferreiro, além da leitura de dois artigos: "A revolução de Emília Ferreiro" e "O desafio da prática pedagógica". Foi um grande aprendizado para mim. A partir dos vídeos e das leituras, pude fazer esta síntese:


Conforme a teoria de Emília Ferreiro, não existe idade certa para a se ensinar uma criança a ler e a escrever e sim, é um processo que se inicia cedo quando as oportunidades lhes são dadas. As crianças não pedem permissão para ler e escrever, por isso, cabe a nós, adultos compreender se o processo já iniciou ou não.
Trabalhar leitura e escrita na educação infantil não é antecipar o ensino fundamental. Deve-se ter cuidado com a maneira como se introduz a criança ao mundo da leitura e da escrita. Demonstrar afeto pelos livros, fazer leituras em voz alta, permitir-lhes saber para que serve a escrita é um grande passo, já que as crianças encontram-se rodeadas por coisas que não conhecem mas que tem vontade de compreender. Permitir que as crianças tenham acesso a materiais de leitura como as bibliotecas de sala de aula é um grande elemento didático.
As crianças chegam na escola sabendo muita coisa, o que falta é reconhecimento dessas coisas que sabem, e isso é papel do professor, já que estes não são espectadores e devem exercer profissionalmente, o seu papel, falar com argumentos, e não apenas julgar o que “funciona” e o que “não funciona”.
Não se pode crer que a alfabetização inicia-se apenas na escola. O aluno é um sujeito que pensa, que constrói hipóteses, que procura compreender como se constitui a escrita e como ela funciona.
Muitas vezes considera-se que as crianças de classe social mais baixa possuem algum tipo de déficit por encontrarem-se em fases diferentes em relação aos conhecimentos de leitura e escrita que crianças de classe média. O que acontece é que as crianças de classe social mais baixa tem poucas oportunidades de aproximação da língua escrita, são crianças que vem de famílias onde a cultura escrita não possui tanta serventia.

Pensando nisso, a escola deve oferecer uma ambiente alfabetizador, no qual possam ocorrer inúmeras oportunidades de interação com a língua escrita mediadas por uma pessoa que já sabe ler e escrever, respeitando sempre o que o aluno pensa e fazendo-o construir hipóteses de maneira que ele possa avançar. É preciso acreditar que todo aluno é capaz de aprender.