quinta-feira, 20 de junho de 2019


LEITURA E ESCRITA

Revisitando a postagem sobre o dia do Livro que fiz após uma menção sobre essa data que o Faustão fez em seu programa, fico feliz em informar que o Projeto de Leitura da nossa escola citado naquela postagem continua sendo desenvolvido. Faustão considerou a leitura como um “alongamento do cérebro”.
Meu estágio supervisionado baseou-se no uso da literatuta infantil como estratégia para a alfabetização, de uma forma que eu pudesse, além de conduzir as crianças ao domínio do código escrito, oferecesse uma proposta de letramento, ou seja, a partir das histórias e das propostas de escrita, as crianças pudessem compreender os usos e funções sociais da escrita.
A partir da literatura foi possível conduzir várias atividades envolvendo leitura e escrita de modo que os alunos pudessem fazer construções e reconstruções a partir das hipóteses que, paulatinamente, formulavam a respeito da língua escrita. Essas atividades, entre outras, basearam-se em contação de histórias, reescritas coletivas e individuais das histórias, produções textuais espontâneas, perguntas que conduziam a uma compreensão do texto com registro por meio de frases, produção de frases, estudos de irregularidades da escrita , isto é, a ortografia, a partir de palavras-chave obtidas da história ampliando para palavras do repertório já construído pelo aluno por meio de uma explosão de palavras que eram por mim registradas no quadro, a fim de que os alunos pudessem me observar escrevendo.
Essas propostas oferecidas aos alunos, além de auxiliá-los no processo de alfabetização, inseriu-os em um processo de letramento. Tendo consciência de que alfabetização e letramento são processos indissociáveis, nas propostas oferecidas procurei contemplar estratégias que proporcionassem descobertas por parte do aluno para que as agregasse às hipóteses já construídas a partir de uma variada interação com a leitura e a escrita. Ter consciência de que o aluno é um sujeito ativo e pensante e de que precisa dominar o código escrito e que também precisa compreender os usos e funções sociais da escrita foi fundamental para o desenvolvimento da prática de estágio.

Postagem revisitada:


O desafio da escola

Na postagem que fiz sobre “A fluidez do mundo líquido” de Zygmunt Bauman, ele coloca que este século é um estado de interregno, onde não somos uma coisa, nem outra. Vivemos na era do imediatismo e, com isso, as raízes não crescem. Surge uma situação para cobrir outras com panos quentes, por isso vivemos num estado de desordem. Nem vou entrar muito em detalhes sobre a situação em que nosso país está passando, porque, no momento, é a maior fluidez que estamos presenciando.
            Apesar do estado de desordem, ainda temos uma demanda na escola para atender e um desafio a enfrentar, já que nosso sistema educacional é uma das vítimas do imediatismo e educação e imediatismo não funcionam juntos pois são termos contraditórios. Temos acesso imediato à informação, porém fragmentadas, e isso é um desafio para a escola já que nós, enquanto educadores, precisamos repensar muitas práticas a fim de que possamos contribuir para que esses fragmentos de informação se tornem um conhecimento.  

Postagem revisitada:



QUALIDADE EM EDUCAÇÃO?

Revisitando a postagem sobre “qualidade em educação só está relacionada com o ensino na sala de aula?”, eis que faço uma comparação com o momento atual, aliás, acho que minha postagem está mais atual que nunca. Muitas notícias sobre o corte nas verbas orçamentárias na área da educação, principalmente do ensino superior, mostrando total ignorância de um governo que está nos levando para um retrocesso. Eu, que estou concluindo minha segunda graduação a partir de um projeto de uma Universidade Pública e por trabalhar na área da educação, não tenho como não me indignar com a situação. Um país que não produz pesquisa é um país pobre e dominado.
       Como cita a reportagem do Brasil de Fato:
“É no tripé ensino, pesquisa e extensão que reside a nossa possibilidade de futuro e de um país que não se limite a exportar produtos agrários e dependa de importação de tecnologia e inovação. Essa é a disputa de projeto que está em jogo! ”
(Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/colunistas/jessy-dayane/>



Postagem revisitada:


FALANDO DE APRENDIZAGEM

Nesta semana recebemos uma mãe um pouco triste com o filho que andava resistente e desmotivado para vir à escola.  Ela nos relatou vários fatos como causas dessa desmotivação. Eu fiz uma interferência falando sobre o período do estágio supervisionado, no ano passado, em que ele era meu aluno. Ele encontra-se em um momento diferente de aprendizagem em relação à turma, por isso está se sentindo incapaz, o que o deixa desmotivado. Nessa conversa a mãe disse: “ele gosta muito de você”. Realmente no período em que fui sua professora o aluno obteve progressos. Por exemplo, nos primeiros dias de estágio não realizava as atividades propostas e não solicitava ajuda e, como consequência, pedia muitas vezes para ir ao banheiro durante a manhã, fator que foi superado com o passar dos dias, ou seja, começou a desenvolver as atividades e solicitar minha ajuda.
Relendo a postagem de 2017, dela destaco o seguinte trecho: “como aprendizagem envolve aspectos cognitivos e afetivos, maior será o desempenho do aluno se valorizarmos suas pequenas descobertas, as novas dúvidas e propondo novas questões, além de representar uma figura a quem serão endereçados os interesses de seu aluno”.

Postagem revisitada:


EU TENHO UM SONHO

Revisitando as postagens de  2017 nas quais menciono sobre a discriminação racial, percebemos que ainda há muito caminho a percorrer para que o sonho de Martin Luther King se torne realidade.

“Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter.”
(Trecho do discurso feito por Martin Luther King em 28 de agosto de 1963)

No 4º ano da escola onde trabalho as professoras estão propondo aos aluno o estudo sobre as etnias que configuram o município de Nova Prata. Para isso trouxemos uma mestra em história e cultura afro-brasileira para conversar com os alunos abordando diferentes aspectos desta etnia. A palestrante, se referindo ao fato de que pouca importância é dada aos africanos como uma das etnias constituintes do município, referiu-se como “os outros da historiografia pratense e que ela se mantém numa busca constante “por uma história que os livros da cidade não contam e por uma identidade que não pode ser envergonhada ou causar tristeza” e, ainda, que sua conversa “tem uma função não só histórica, como social [...] principalmente de resultar em abraços e sorrisos ao final de cada fala, quando as crianças me relatam situações racismo que sofrem e erguem a mão ao fim, dizendo que sim, são afrodescendentes, porém com orgulho”.
Oferecer esses momentos aos alunos, sabendo que muitos possuem essa descendência, é muito importante para que mantenham vivas, com orgulho, as suas raízes e sua identidade. 
Postagens revisitadas:




TGD
Revisitando minhas postagens, encontro uma que fiz 2017 sobre TGD, na qual eu mencionava que trabalhei com um aluno com esta característica e 2012. Na escola onde trabalho atualmente, no 6º ano temos um menino com essa mesma característica. Como no 6º ano temos para cada disciplina um professor, inicialmente ele sentiu dificuldades de adaptação, sentiu-se meio desorientado e, em uma de suas falas, relatou que tudo estava uma bagunça.
Crianças com essa característica apresentam algumas dificuldades nas mudanças de rotina e o ingresso no 6º ano foi, para ele, uma “bagunça”. Como trabalho na coordenação da escola, nos primeiros dias de aula fizemos uma reunião com os professores da turma, com a profe que o atende no AEE, no turno contrário, e com os professores do ano anterior para que os novos professores também pudessem dispor de informações para fazer a flexibilização do conteúdo e encontrar estratégias para fazer o acolhimento do aluno para que ele fosse se adaptando a nova rotina. Isso é muito importante para o bem-estar do aluno na escola.
Já fazem dois anos que eu e ele criamos uma linguagem para saber do seu estado emocional. Isso surgiu uma vez em que ele estava quieto e não queria comentar o que estava acontecendo. Então, com o dedo indicador, desenhei um sorriso feliz e um sorriso triste em meu rosto. Ele então me respondeu fazendo o gesto do sorriso triste. Desde então, toda dia quando o encontro, digo: Oi E... e ele, sem que eu pergunte, já me faz o sinal que corresponde ao seu estado emocional. Certa vez em que ele não fez nenhum dos dois sinais (triste e feliz) fiz o sinal de emoção nenhuma, ou seja, um sinal reto sobre a boca. E ele respondeu afirmativamente com a cabeça. Se eu não pergunto, ele mesmo me diz: hoje você não me perguntou como eu estou.
É muito importante que este aluno, assim como os demais, construa vínculos e referências dentro da escola, assim como vimos na disciplina de Corporeidade ao ler o texto “Emoção e Ternura: a Arte de Ensinar” ou seja, o processo comunicativo é um desprender-se de si, e ir ao encontro do universo de um outro, ativando afetos e contribuindo para que esse sujeito aluno produza sentido, a partir do processo comunicativo, já que comunicação e educação são processos desencadeados a partir de relações afetivas, intensas, vibrantes, que não podem, nunca, significar acomodação.

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sábado, 6 de abril de 2019


E SOBRE PROJETOS...

Relendo a postagem sobre “Projeto pedagógico em ação”, postada em 05 de abril de 2017, lembrei que neste semestre aplicamos esta metodologia em sala de aula. Como mencionei, os projetos de aprendizagem promovem a interdisciplinaridade e, de acordo com as ideias de Jean Piaget e Vygostsky sobre a aprendizagem construtivista sócio-interacionista, o foco do trabalho baseia-se na aprendizagem a partir da interação.
Eu e minha colega Ivana aplicamos esta metodologia em uma turma de 2º ano do Ensino Médio e os assuntos de interesse dos alunos, dentre outros, baseavam-se em saber o que era o buraco negro, o que acontece com um corpo após a morte, o corpo humano por dentro, o funcionamento do coração. Nós, professoras, apenas mediamos esse processo investigativo e ficamos surpresas com os resultados durante as apresentações. A forma de apresentar foi escolhida pelos alunos. Um dos grupos, ao final da apresentação, organizou a brincadeira “torta na cara” com perguntas sobre o trabalho apresentado. O envolvimento foi tão grande que os alunos se organizaram para fazer uma confraternização no final das apresentações. Quero destacar aqui a colaboração da escola em organizar a rotina de maneira que eu e a profe Ivana pudéssemos estar juntas durante toda a manhã com a turma.
Como não estão acostumados com essa metodologia, os alunos sentem certa dificuldade em ir em busca das suas dúvidas sem que o assunto tenha sido trazido pelo professor. Isso mostra o quanto ainda estamos carentes (e eu me encaixo nisso) deste tipo de metodologia nas nossas escolas.
Com isso, quero destacar que este ano, nas escolas municipais da minha cidade, estamos recebendo muitas formações a respeito da metodologia de projetos e a interdisciplinaridade, os quais estamos, em etapas, organizando nas escolas nos momentos de planejamento. Uma característica interessante é a organização das “trilhas de aprendizagem”, cuja prévia da escola como um todo já está organizada, mas será alimentada no decorrer do ano com os trabalhos que vem sendo realizados nas turmas. Além disso, cada turma terá uma trilha de aprendizagem na sala de aula para alimentar conforme o projeto vem sendo desenvolvido.
O curso me mostrou a importância da aprendizagem por projetos e do quanto os alunos se envolvem neste tipo de atividade, principalmente, no caso da nossa escola, porque uma parte dele será apresentada na Mostra de Trabalhos da escola que acontece em julho e que recebe a visita da comunidade escolar e de outras escolas do município.



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